Empreendedor fatura R$ 10 milhões com site sobre dietas


Internet

Daniel Wjuniski deixou de lado o trabalho em uma grande companhia para investir no portal Minha Vida.

São Paulo – A obesidade deixou de ser um problema de países desenvolvidos e com alimentação a base de frituras e gorduras. Mesmo o Brasil, com abundância de alimentos naturais já tem quase metade da população fora de forma. Um público e tanto para produtos e serviços específicos que tem feito o portal Minha Vida faturar milhões nos últimos anos.
Daniel Wjuniski, 32 anos, que criou o site, conta que a batalha para entrar em forma desde a infância foi um estímulo a mais para empreender. “Eu tive uma infância de briga com a balança. Aos 20 anos eu descobri que tinha uma doença crônica e havia poucas informações na internet brasileira”, conta.
Foi então que surgiu a ideia de lançar o portal que oferece informações e serviços para quem perder peso e se manter atualizado sobre saúde. “Havia uma carência de informações de saúde e bem estar na web que a gente podia suprir”, diz.
Wjuniski trabalhava na área de marketing de uma grande empresa quando a bolha da internet estourou em 1999. “Quis participar desse momento de transformação”, conta.
No ano seguinte, ele teve o primeiro contato com esse universo trabalhando na, à época, startup Webmotors. “A gente via a internet acontecendo, cada vez mais os usuários consumindo, mas poucos investidores, empreendedores e empresas investindo na web”, afirma.

Em 2004, o empreendedor resolveu se arriscar sozinho e abrir o próprio negócio. Wjuniski explica que o fato de buscar e não encontrar informações suficiente para o próprio problema fizeram com que o negócio tivesse um impulso adicional. “Isso fez com que o empreendimento tivesse mais propósito e paixão do que simplesmente o objetivo de cobrir um gap. Nossa principal missão era de democratizar a informação de saúde e bem estar na web, que não chegava em muita gente”, garante. 
O principal modelo do site é o portal WebMD, que também fornece um misto de informações editoriais e serviços. Wjuniski garante que o negócio começou como “uma empresa de fundo de quintal”, com um bônus que havia recebido no antigo emprego.
O Minha Vida faturou no ano passado 10 milhões de reais e pretende dobrar o faturamento em 2011, como tem feito nos últimos anos. O site tem 11 milhões de cadastrados e recebe 6 milhões de usuários únicos por mês.

A receita do Minha Vida vem tanto de publicidade quando de pacotes especiais para os usuários. “Existem muitas empresas no mercado que querem atingir esse público, como a Unilever, a Bayer, o Pão de Açúcar e a Procter & Gamble. Do outro lado, a gente vende uma assinatura mensal para que ele tenha acesso à dieta”, explica. O acompanhamento durante o regime pode custar de R$ 19,90 a R$ 29,90.
Há dois anos o modelo de negócio criado por Daniel recebeu a tutela da Endeavor. “A gente tá fazendo as coisas desde o começo como um sonho muito grande e lá a gente vai acreditando cada vez mais que o negócio pode ser maior”, defende. No começo deste ano, o reconhecimento veio da Ernst & Young com um prêmio de empreendedorismo exemplar.

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